KFK Webradio

18/05/2015

Gatos & Alfaces Rock in Poetry 2


Gatos & Alfaces Apresenta
Gatos & Alfaces Rock in Poetry 2
Lançamento da Edição 5 da revista Gatos & Alfaces, incluindo o CD exclusivo "A Mil Por Hora", da banda de Manaus, Nicotines.
30 de Maio de 2015, - Sábado, 19:00H
Bar do Aranha, Av. Álvaro Ramos, 934, Belém, Próximo ao SESC Belenzinho)
Show com as Bandas: Vento Motivo e Poolsar
E ainda  Ciro Pessoa, co-fundador dos Titãs e criador da Cabine C, declamando poemas de seu livro: Relatos da Existência Caótica.
Entrada: Franca
www.gatosealfaces.com.br
Apoio Stay Rock Brasil

Preços de Venda:
Livro "Troco Poesia Por Dinamite" = $ 40,00
Revista Gatos & Alfaces 5 + CD Nicotines = 20,00
Pacote Revista + Livro = $ 50,00 (Exclusivamente no Evento)

25/03/2015

Gatos & Alfaces - 5


Em fevereiro de 2015, coloquei uma pergunta no Facebook: "O Underground Ainda Existe?" Queria saber o que as pessoas, do meu circulo de amizades virtuais pensam sobre o assunto, já que era o tema escolhido para ser a capa desta edição da Gatos & Alfaces.

O termo "Underground", segundo a Wikipaedia: "Underground ("subterrâneo", em inglês) é uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Também conhecido como Cultura Underground ou Movimento Underground, para designar toda produção cultural com estas características, ou Cena Underground, usado para nomear a produção de cultura underground em um determinado período e local. A Cultura Underground pode estar relacionada a produção musical, as artes plásticas, a literatura, ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea. A expressão "deixou o underground", ou "saiu do underground", refere-se a artistas ou movimentos que tornaram-se populares e adquiriram notoriedade do grande público, entrando para o chamado Mainstream." .

Largamente usado nos anos 1960 nos Estados Unidos e na Europa e com atraso nos 1970 no Brasil, onde particularmente na região Nordeste era "abrasileirado" como "udigrudi", o termo se tornou popular, sendo utilizado em larga escala por revistas e outras mídias. O que já por si próprio se tornou um contrassenso. Se o ambiente e tudo que acontecia dentro dele seguia os conceitos clássicos, seu uso ia contra seu próprio conceito.

E atualmente, com a profusão das chamadas "redes sociais", que geram milionários mundo afora, me parece que, embora ainda exista o "underground" como focos esporádicos, como "Cultura", mas não como movimento, pois ao se utilizar dessas redes populares se esvaia. Ou se populariza, o que dá no mesmo.

O que é ser "underground" hoje, seria a pergunta mais pertinente, acredito. A própria revista Gatos & Alfaces seria underground? Respondendo em defesa própria eu afirmaria que sim, pois não dependo de nenhuma forma de apoio de grandes empresas e necas de dinheiro publico. Nenhuma forma de "incentivo cultural", por exemplo. Os "anunciantes" da revista são apenas amigos que tem algum comércio ou serviço e que colocam algum dinheiro para custear parte dos custos. Só isso.

Mas isso seria o necessário e objetivo para definirmo-nos como "underground", quando colocamos matérias sobre bandas de Rock do "mainstream", por exemplo? Sim. E não. Sim, pois se fossemos apenas falar sobre bandas "underground" estaríamos deixando de lado as próprias influencias que essas mesmas sofreram. Ademais, não importa o assunto, o que importa é como e por quem é tratado. E não, partindo-se do ponto de vista que ao falar sobre uma banda famosa estamos ensejando um namoro midiático. É isso?

Uma coisa fiz questão de colocar nesta edição: em lugar de colocar as chamadas de capas com os assuntos, nomes de bandas com o objetivo de chamar a atenção do futuro leitor para comprar a revista, objetivo final de toda capa, decidi colocar os nomes das pessoas que fizeram os textos. E são elas que de fato importam na revista, entendem? O texto sobre o disco do Yes, assinado pelo Walter Possibom é um grande exemplo disso.

Onde está o "underground", hoje? Seria a outra pergunta pertinente. Está na Internet, no Facebook, Whats Up, Google Plus? Está nas casas de cultura dos bairros, dominada por falsos movimentos sociais que dão sustentação a um governo pseudamente de esquerda? Está nos apartamentos de um milhão de dólares da Zona Sul de São Paulo? Onde? Está em todos esses lugares e em nenhum, ao mesmo tempo, porque o que faz o "underground" são as atitudes, não os lugares. Podem estar em todos esses lugares, mas não necessariamente esses lugares o encerram.

Ademais, depois de seis meses após o "sucesso" da edição com o CD Coletânea "Ainda Respira!", lançamos uma nova edição, desta feita com o EP exclusivo da banda de Manaus "Nicotines", que numa produção totalmente independente traz um Rock simples, mas vigoroso e bem cuidado.

E por fim, a quatro mãos, numa conversa de Facebook, fechamos a capa da revista: uma imagem crua, provocante e ao mesmo tempo sensual, como é toda arte dessa artista fantástica que é Nua Estrela.

Até a próxima! E vamos em frente!

Luiz Carlos Barata Cichetto
25/03/2015




20/10/2014

Gatos & Alfaces Especial Lou Reed


Gatos & Alfaces
Especial Lou Reed

Há um ano, no início de setembro de 2013 eu dava o inicio ao processo de criação da revista Gatos & Alfaces. Tinha todos os parâmetros editoriais, alguns textos já separados e já tinha definido quem estaria na capa da primeira edição, que em principio seria, como de praxe no mercado editorial, a numero zero. A capa seria dedicada a Lou Reed, pois como a revista seria basicamente dedicada a Rock e Poesia, ninguém melhor que ele, que foi quem me despertou a essas duas artes.

Entretanto, por uma daquelas coincidências que ninguém explica racionalmente, apenas em planos subjetivos, no dia 27 de Outubro, quando cheguei ao Santa Sede Bar, onde seria realizada a festa de quinto aniversário da Stay Rock Brazil, recebi uma mensagem no celular, de um amigo que pedia confirmação sobre uma noticia de morte, mas não dizia de quem. Sem acesso a Internet no momento, apenas quando cheguei em casa, naquele domingo a noite, foi que fiquei sabendo que morrera Lou Reed. O baque foi forte e ficamos, eu e o amigo de Manaus, Genecy Souza, que sempre usou como avatar de perfil de Facebook uma foto dele, falando sobre as influências desse que é o Maior Poeta da História do Rock. 

Na madrugada seguinte, já dia 28, escrevi um poema-testemunho, que passaria a ocupar a quarta capa da revista e passei a colher depoimentos, testemunhos, poemas publicados na Internet. Textos emocionantes como os de Xico Sá e Régis Tadeu, por exemplo. Jorge Bandeira, outro amigo de Manaus que é professor, diretor de teatro e escritor, além de dono de um sebo que é um ponto cultural, fez homenagens e escreveu a história de Lou em Cordel, que acabou se tornando uma seção fixa nas edições futuras.

Enfim, a busca de retratar Lewis Allen Reed através de textos, culminou com a maior parte da revista dedicada a ele. Era justo, necessário e merecido.

E então, quase um ano após, ao saber que no O Alienígena, espaço cultural do mesmo Jorge Bandeira, faria um mês inteiro de homenagem a Lou Reed, surgiu primeiramente a idéia de reeditar a edição 1 da revista Gatos & Alface. Mas não queria simplesmente isso. Havia vários textos que tinha ficado de fora, outros tantos que tinham me chegado às mãos depois... E outro poema que escrevi. 

Na semana do dia 27 de Setembro, quando ocorreu o evento realizado pela revista, houve um Sarau, denominado Nonada, na mesma Galeria Olido, onde ocorreria festa. Fui convidado a participar e na reunião de apresentação, onde todos os poetas presentes foram instados a falar sobre suas influências poéticas, declinei a minha: Lou Reed. De fato, comecei a me interessar por poesia após escutar "Vicious" e outras poesias musicais dele. Sentia-me o próprio, pois minha vida, naqueles pesados anos da década de 1970 era dedicada aos puteiros e outros lugares barra-pesadas da chamada Boca do Lixo de São Paulo. E foi nesse Sarau que tomei contato com outros poetas que também tinham escrito poemas tendo por tema o poeta de Nova Iorque: Guilherme Ziggy e Celso de Alencar. 

Dias depois em conversas de Facebook, o papo, a partir de uma foto em que eu e Guilherme fumávamos, descambou para Lou Reed, para poesia e juntamente com a Gigi Jardim, tivemos a ideia de um Sarau temático, que acabou sendo transformado em um Cortejo. A Gigi me mostrou um poema fantástico sobre Lou e fechamos com ele essa edição especial de Gatos & Alfaces, Um Ano depois que Lou Reed se foi.

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LUIZ CARLOS BARATA CICHETTO
CRIADOR DE GATOS, COMEDOR DE ALFACES E APAIXONADO POR ROCK.
4 DE OUTUBRO DE 2014.

20/08/2014

Gatos & Alfaces - Vol. 4 - Edição Com CD

PEDIDOS: CONTATO@GATOSEALFACES.COM.BR OU (11) 9 6358-9727




Gatos & Alfaces Rock'n'Poetry



Gatos & Alfaces Rock'n'Poetry é um projeto multimídia que reúne Poesia, Musica, Artes Plásticas e Dança.

A base do evento é formada pelos lançamentos da edição 4 da revista "Gatos & Alfaces", que inclui a coletânea "Ainda Respira! - O Melhor Rock do Brasil no Século XXI", com 18 bandas de Rock brasileiras, e da  coletânea poética "33 RPM - Relicário de Poesia Marginal", que somando 33 poetas de todo o Brasil.

Na parte musical, estarão se apresentando as bandas "Psychotic Eyes", que apesar de ser uma banda de Death Metal, fará uma apresentação em duo acústico, a banda "Blues Riders" que completa neste ano 20 anos de carreira e a "Kamboja", que tem na figura do baterista Paulão Thomaz, figura lendária do Rock Paulista, um dos maiores expoentes.

As bandas farão apresentações de no máximo 30 minutos e nos intervalos acontecerão leituras de poemas por partes dos poetas integrantes da coletânea. Alguns deles estarão vindos de outras cidades e até mesmo de outros estados, como Goiás e Rio Grande do Sul, especialmente para participar do evento.

Paralelamente, ocorrerá a exposição de quadros dos artistas Diego El Khouri, de Goiás e Nua Estrela, de Porto Alegre, ambos também artistas plásticos, além de Gabriel Fox que também é membro de uma das bandas participantes da coletânea de Rock.

Também haverá em um dos intervalos a participação da poeta e dançarina Samira Hadara, com uma apresentação de Dança do Ventre.

A duração do evento será de três horas.

O objetivo é reunir num único espaço e local, várias formas de arte que interajam se interliguem, criando um clima cultural que envolva tanto participantes quanto público.

Haverá venda de revistas, CDs e livros.

Poetas Que Participarão do Sarau Literário
Joana D'Arc, Gigi Jardim, Beti Timm, Diego El Khouri, Micos & Mancos, Iron Thomé Jorge, Barata Cichetto, Orfeu Brocco, Charlie Fialho, Luis Perossi, Dum de Lucca, Samira Hadara e outros 

Artistas Que Estarão Expondo Quadros
Beti Timm, Diego El Khouri, Gabriel Fox

Dança do Ventre
Samira Hadara

Bandas de Rock
Psychotic Eyes, Blues Riders, Kamboja

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A Revista
A revista artesanal Gatos & Alfaces é um projeto antigo que buscou reunir o formato padrão de uma revista impressa, com a produção artesanal. Seu criador passou por inúmeras formas de produção cultural, desde o mimeógrafo à álcool, ainda nos anos 1970 até formatos digitais, passando por fanzines impressos em “xerox” e sempre viu nas revistas uma forma de expressão dinâmica e ágil que se não supera as facilidades das mídias digitais, ainda é alvo de preferência de muitos leitores, principalmente o público mais exigente e que ainda vê no papel a forma “correta” para a leitura. O Rock e suas inúmeras ramificações é o carro-chefe da publicação, ponteada por poesia, filosofia e erotismo. Todo o processo de criação, impressão e acabamento da revista é feito de forma artesanal, em impressora doméstica, mas sempre visando a qualidade final da revista, tanto no quesito apresentação quanto de conteúdo. A primeira edição, lançada em Janeiro, teve duas impressões, totalizando 500 exemplares. A quarta edição, que será lançada neste evento, apresenta, além de uma evolução no formato de impressão, a inclusão de um CD com 18 faixas que buscam representar todas as vertentes do Rock atualmente produzidas no Brasil. A revista é vendida pela Internet e em alguns pontos de venda em São Paulo e Manaus, onde foi alvo de matéria do tradicional “Jornal do Commercio”, da capital amazonense. As tiragens oscilam entre 300 e 500 exemplares a cada edição, basicamente custeada pelas vendas diretas e assinaturas.

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A Coletânea de Rock
O futuro e o destino do Rock no Brasil particularmente, tem sido questionado e debatido constantemente, sem que haja nenhum tipo de conclusão. A maior parte das correntes acredita que o gênero esteja com os tempos contados. Mas, acreditando que o Rock no Brasil ainda tem, especialmente em termos de cultura, muito que criar e muito ainda a acrescentar, decidimos lançar uma coletânea com 18 bandas e artistas que fossem significativas. As bandas foram contatadas e, muitas criaram ou gravaram especialmente as musicas. “Ainda Respira! – O Melhor Rock do Brasil no Século XXI”, é o titulo que busca dizer o que pretende essa coletânea, que tem por objetivo futuras novas edições, sempre com CDs físicos feitos artesanalmente, encartados na revista “Gatos & Alfaces”.
Bandas e artistas: Salário Mínimo, Blues Riders, Kamboja, Tublues, Baranga, Barata Suicida, Maquinários, Carro Bomba, Lixo Suburbano, Uganga, Mano Sinistra, Flores do Fogo, Project Dragons, Psychotic Eyes, Imagery, Alpha III, D Nightmare Dreams, Outro Destino
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A Editora
A criação da Editor'A Barata Artesanal, partiu da necessidade de seu criador em editar seus livros de uma forma barata e independente. Cansado do tratamento das editoras, Barata Cichetto partiu para a produção artesanal e independente de seus próprios livros.  Todos os livros são feitos quase que exclusivamente de forma manual, incluindo costura e colagem. Desde 2010, quando foi criada, a "Editora" lançou, sem qualquer apoio financeiro externo a não ser dos próprios autores, 50 títulos de diversos autores, com destaque à poesia.  Um diferencial importante é a edição em pequenas tiragens, a partir de 10 exemplares. Há um ano foi lançada a revista Gatos & Alfaces, uma revista de Rock, Filosofia e Cultura. Recentemente, foi alterado o nome para "G&A Artesanato de Livros".
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O Selo
A criação do selo fonográfico G&A Records (Gatos & Alfaces Records) aconteceu em função da necessidade de lançar uma coletânea contendo o que há de mais representativo no Rock feito no Brasil, neste século. Em meio a uma crise sem precedentes, em que o compartilhamento de musica pela Internet, de forma legal e ilegal tornou o mercado um terreno pantanoso para todos os envolvidos, de artistas a publico, decidimos apostar em coletâneas em CD, com capa em papelão colorido, num formato artesanal que é a tônica da G& Artesanato de Livros, que edita livros e a revista.
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A Coletânea de Poesia
O projeto 33 R.P.M. – Relicário de Poesia Marginal foi criado com objetivos simples: divulgar Poesia e juntar Poetas, autores das mais diversas matizes, origens e histórias. Conhecidos, desconhecidos, novos, velhos, nem tão novos e não tão velhos. Idealizado e realizado por Barata Cichetto, o resultado é uma coletânea em livro de 224 páginas, onde constam 3 poemas de cada um dos 33 autores, mais um do criador, resultando no “33 e 1/3”, que é uma alusão direta aos antigos compactos de vinil, que inclusive deu o mote para a criação gráfica do livro, cuja capa reproduz tais discos. O miolo do livro, também seguindo a mesma idéia tem dois lados, sendo que o mesmo deve ser “virado”, para ser lido.  O projeto foi financiado com recursos próprios e dos autores, que são de todas as partes do Brasil, de Manaus ao Rio Grande do Sul.
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O Idealizador
Luiz Carlos “Barata” Cichetto é Poeta, Agitador Cultural e criador da revista “Gatos & Alfaces” e da “G&A Artesanato de Livros” (ex Editor’A Barata Artesanal). Em seu extenso histórico voltado à área cultural constam 16 livros publicados, sendo 12 de poesia e o restante de crônicas, contos e ensaios e até uma auto-biografia que relata com detalhes o movimento de Rock em São Paulo, particularmente nos anos 1970. Também é autor de duas operas Rock em parceria com o musico de Campinas Amyr Cantusio Jr, uma das maiores autoridades brasileiras em Rock Progressivo. Em 1997 criou um portal de Cultura-Rock que durante muitos anos foi referência obrigatória no meio, que ainda hoje, 17 anos depois ainda está na Internet. Também foi produtor e apresentador de programas para o segmento em duas webradios e criador de uma rádio própria. Foi “Manager” da banda Patrulha do Espaço durante quatro anos e escrever um livro sobre a banda, além de ter criado o conceito e a capa de um de seus discos. Como letrista, foi autor de “Sangue de Barata” que venceu, na interpretação da banda Tublues, o Festival Rock na Net, em 2007.
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Links
Gatos & Alfaces: www.gatosealfaces.com.br
Coletânea 33 RPM: www.relicariodepoesiamaldita.blogspot.com.br/
Barata Cichetto: www.abarata.com.br
G&A Artesanato de Livros: www.editora.abarata.com.br
Bandas:
Kamboja: https://www.facebook.com/BandaKamboja
Psychotic Eyes: http://psychoticeyesbrazil.blogspot.com.br/
Blues Riders: https://www.facebook.com/blues.riders

Apoio:
Web Radio Stay Rock Brasil: www.stayrockbrazil.com.br
Som do Darma: www.somdodarma.com.br
80’s VHS Studios

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Serviço
Gatos & Alfaces Rock’n’Poetry
Data 27/09/2014, das 18:00 as 21:00
Local: Galeria Olido – Vitrine
Av. São João, 473 – Térreo – Ao Lado da Galeria do Rock
São Paulo – SP
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/galeria_olido/
Realização: Barata Cichetto
Produção Executiva: Gigi Jardim
Patrocínio: 80 VHs Studios, Webradio Stay Rock Brazil,
Apoio: Som do Darma, 

16/07/2014

Ainda Respira! - Gatos & Alfaces Rock Collection


Ainda Respira! - Gatos & Alfaces Rock Collection
Luiz Carlos Barata Cichetto

É correto e justo pensarmos que o Rock está morto? Pode ser tão correto quando pensar que o sonho acabou, que o amor acabou, que a poesia acabou. Correto pensar de tal forma, quando todas as tendências modernas, num conturbado início - nem tanto - de século, nos apontam ao fim. Não há mais espaço para essas coisas, não há mais espaço para nada, de fato. Mas seria justo, afirma que, especificamente o Rock, está morto? 

Claro que não! Mesmo porque, o Rock, enquanto qualquer estilo musical é mutante, metamorfônico, cíclico e se auto recicla sob outras formas. E gera filhos, netos e bisnetos. Sua própria história nos diz isso, pois ao contrário da maioria dos estilos, não existe consenso ou precisão quanto à exatidão de sua data de nascimento. Então começamos assim: o que não tem data de nascimento não terá data de morte. Simples assim.

Mudaram-se os costumes, as modas e as atitudes inerentes ao Rock, em todo o planeta, mudou a maneira de se compor, aumentou a tecnologia e agregou-se componentes diversos. Pensamos atualmente, com o envelhecimento e desaparecimento dos grandes nomes do Rock mundial, como um sinal de que os tempos estão prestes a findar, que novas tendências para a musica tomarão conta do mundo. Mas isso não é sinal do fim, muito pelo contrário. 

Mas, e no Brasil, como fica isso? Apesar de ter experimentado um período de gloria criativa e relativa nos anos 1970, e de uma gloria financeira também relativa nos anos 1980, o Rock no Brasil nunca foi, digamos, o estilo de musica e comportamento de uma maioria. A questão é puramente cultural e inerente a miscigenação que constitui a população brasileira. Influencias tão distintas, da africana à oriental, passando pela européia, transformaram nossa cultura num caldo heterogêneo. Indigesto para alguns, mas mesmo assim um caldo.

Tratado inicialmente como um estrangeirismo, numa análise tosca e mal intencionada, como objeto de domínio cultural americano pela ótica torta de hostes de viés comunista, ou apenas como diversão de adolescentes de classe média, o Rock no Brasil sofreu, sofre e sempre sofrerá com essa rejeição. E numa análise totalmente enviesada que não leva em conta que, fora a musica que era usada em rituais indígenas pré-Cabral, todas as outras formas de musica seriam invasões. Enfim, o Rock, quanto qualquer outra forma de musica e de arte em geral, não pode ser tratado de maneira tão estúpida e burra, mas foi essa a principal causa dele ser subjugado e colocado de escanteio.

Há culpados e menos culpados nesse julgamento, mas nenhum inocente. Da mídia aos músicos, do publico aos empresários, todos colaboramos para que o Rock no Brasil não tenha atingido o grau de importância que agora reclamamos. A pena? Decerto não é perpétua, embora seja a de aprisionamento num sistema carcerário que inibe qualquer criação mais rica do ponto de vista musical, mais criativa do ponto de vista da estética, e principalmente mais gloriosa, sob o prisma financeiro.

E o que podemos fazer para manter o Rock no Brasil ainda respirando? Ficar sentados nos lamentando? Programar um "abraço simbólico" e totalmente inócuo? Postar lamentos em rede social? Da minha parte, sou favorável a ação prática, mesmo que o resultado seja porventura insipiente. E essa ação chega por intermédio de uma coletânea, com dezoito das mais representativas bandas e artistas que ainda insistem em manter, mesmo que com aparelhos, o Rock do Brasil respirando.

Um brado de guerra, um grito de alerta, um alento. Decidam de que forma querem escutar "Ainda Respira! - Gatos & Alfaces Rock Collection", que mescla todos os estilos relativos à árvore genealógica do Rock feito nestas terras; Do Progressivo ao Metal Extremo. Do Punk ao Hard Rock. Do Blues Elétrico ao Instrumental. 

Enfim, acredito piamente que o Rock feito no Brasil ainda respira. Cabe a nós todos mantê-lo vivo! Com ações, não com subjetividades e lágrimas.

Luiz Carlos Barata Cichetto
Poeta, Artesão de Livros e Editor da Revista Gatos & Alfaces
13 de Julho de 2014

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Ainda Respira!
Gatos & Alfaces Rock Collection - Vol. 1

Realização: Gatos & Alfaces
Lançamento: 2014
Selo: G&A Records
Produção Executiva: 80's VHS Studios
Patrocínio e Apoio: Stay Rock Brazil
Direção Geral: Luiz Carlos Barata Cichetto
Tempo Total: 1:12:26

Faixas:
1 - Salário Mínimo - Fatos Reais
2 - Blues Riders - Urgente
3 - Kamboja - Sangrando
4 - Tublues - Noite Longa
5 - Baranga - TV Assassina
6 - Barata Suicida - Lúcifer
7 - Maquinários - Seis Milhas Para o Inferno
8 - Carro Bomba - Tortura
9 - Lixo Suburbano - Acomodados
10 - Uganga - Guerra 
11 - Mano Sinistra - A Balada do Zé Jesus
12 - Flores de Fogo - O Rei
13 - Project Dragons - Corruption
14 - Psychotic Eyes - Life
15 - Imagery - Show Me
16 - Alpha III - Stellaris
17 - D Nightmare Dreams - Roads Of Darkness
18 - Outro Destino - Apenas Uma História



10/07/2014


Definidas as faixas e bandas da "Ainda Respira! - Gatos & Alfaces Rock Collection Vol. 1" que sairá encartada na próxima edição da revista, a ser lançada no final de Agosto, meados de Setembro.

1 - Salário Mínimo - Fatos Reais
2 - Blues Riders - Urgente
3 - Kamboja - Sangrando
4 - Tublues - Noite Longa
5 - Baranga - TV Assassina
6 - Barata Suicida - Lúcifer
7 - Maquinários - Seis Milhas Para o Inferno
8 - Carro Bomba - Tortura
9 - Lixo Suburbano - Acomodados
10 - Uganga - Guerra
11 - Mano Sinistra - A Balada do Zé Jesus
12 - Flores de Fogo - O Rei
13 - Project Dragons - Corruption
14 - Psychotic Eyes - Life
15 - Imagery - Show Me
16 - Alpha III - Stellaris
17 - D Nightmare Dreams - Roads Of Darkness
18 - Outro Destino - Apenas Uma História